Olá pessoas! Batendo record aqui com mais uma edição da news pra vocês três pessoas que leem o que eu escrevo 🤭 Exagerei nesse retorno, né? Eu sei! Mil perdões! Mas eu precisava tirar esses textos de mim antes que eu desistisse que nem fiz com minhas análises do Peak Time um milhão de anos atrás.
O maior choque mesmo foi eu ter feito uma postagem reflexiva ao invés de continuar me apoiando em listas como vinha fazendo, não acharam? A última vez que eu tinha feito isso foi no texto sobre o Moon Bin. Talvez o mundo esteja se curando.

De qualquer forma, aqui estamos com uma coluna fixa prontinha para acrescentar em sua lista de sugestões. Todo mundo pronto? Lá vamos nós!
📺 Chihayafuru — ciclo completo (2025)

Em meio ao tédio do limbo de final de ano, peguei para assistir um j-drama só com base na sinopse (que nem deu pra entender muito bem) e acabei ficando encantada. Chihayafuru tem como protagonista Meguru, uma adolescente apática que se inscreveu no clube de Karuta só porque sim e acaba sendo chamada para substituir um colega numa competição.
Karuta é um “jogo de poema”, desses poemas curtinhos tipo ditados japoneses. O jogo tem 100 poemas ao todo e os jogadores têm, cada um, 25 cartinhas com a segunda metade desse poema. Quando o cantador sorteia uma carta e começa a ler o poema, os jogadores precisam encontrar a segunda metade o mais rápido possível.
A princípio, Meguru não consegue entender muito bem porque as pessoas são tão apaixonadas por Karuta, mas conforme ela vai se envolvendo mais com o clube do colégio, ela vai desabrochando, fazendo amigos e virando a cola daquele grupinho deslocado, então a série (que é baseada num mangá que eu não li!) acaba se tornando um coming-of-age delicado, bem desenvolvido e feliz.
Chihayafuru tem temporada única e final fechado, o que eu achei meio chato. Não sei qual o direcionamento do mangá, mas sinto que seria muito legal ter uma segunda temporada com os personagens tentando novamente vencer o campeonato. Mas de maneira geral, a série é bem satisfatória. Não sei se vou ler os quadrinhos, mas recomendo assistir!
🎧 ILLIT — Not cute anymore
De maneira geral, eu não me importo com o ILLIT, mas Not Cute Anymore bebeu tão bem da fonte da Lily Allen que embora a primeira ouvida seja qualquer nota, logo depois você se pega mandando um “I’m not cute anymore….”
São menos de três minutos com algo adorável de cinco meninas fofas falando que não são mais fofas enquanto definitivamente estão sendo fofas no palco e entre os grupos payola do k-pop, eu tenho que dar algum crédito pras litinhas, porque a maioria das músicas delas é gostosa de ouvir, com esse comeback recente sendo a cereja no bolo.
📺 The Fragrant Flower Blooms With Dignity (2025)
Fragrant flower é uma das séries que a Netflix queria muito que eu assistisse enquanto os episódios estavam saindo, mas me segurei e só vi quando a temporada estava completa. É a história de Kaoruko, uma garota muito boazinha de um colégio para meninas e Rintaro, um rapaz alto de visual intimidante que estuda no colégio público para meninos logo ao lado da escola de Kaoruko.
A família de Rintaro tem uma padaria que Kaoru gosta de frequentar até que os dois personagens se encontram e a partir daí, uma amizade muito, muuuuuuuito lindinha começa a se formar — não apenas entre os dois, mas também nos grupos de amigos dos dois.
O anime é delicado, feito de um jeito muito sensível, cheio de amor e com personagens tão gostáveis que eu me peguei assistindo tudo em uma noite! E eu gostei tanto que provavelmente vou pegar o mangá para ler esse ano (sem promessas!). Se você estiver precisando de algo feliz para ver, essa é a minha recomendação!
🎧 Monsta X
Eu mencionei nas duas últimas newsletters que o Monsta X voltou com tudo pra minha vida (eles nunca saíram, mas 🤫), mas acho que ainda não ficou claro o quanto eu amo esse grupo.
Em dezembro, o filme mais recente dos Monek — que cobriu o aniversário de dez anos do grupo — foi lançado no Brasil e eu fiz questão de ir assistir. Spoiler alert: chorei na primeira música. Qual a primeira música? Beastmode.
Em minha defesa, eu chorei bem menos do que no filme anterior — The Dreaming, que saiu quando o Shownu estava indo pro exército — mas ver meus Monsta sempre é muito importante pra mim e sempre que eu paro para ver conteúdo deles me dou conta do quanto eu amo esse grupo!!!
Acho que não to sendo coerente o suficiente, mas essa é a minha newsletter e minha chance de falar MEUS MONSTAAAAAA quantas vezes eu quiser, por isso fica por aqui a minha recomendação de ouvir Monsta X sempre que te der vontade ser se sentir uma grande gostosa.
📺 Leviathan (2025)
Um tempão atrás (tempão mesmo!), eu estava numa fase de ler até a lista de compras do Scott Westerfeld. E, de longe, minha série preferida era Leviathan: uma trilogia steampunk que se passava no início da primeira guerra mundial, num universo em que o mundo se dividia entre darwinistas — países cuja tecnologia era baseada nas feras geneticamente modificadas com base nos estudos de Charles Darwin — e maquinistas — focados na tecnologia das máquinas, como walkers gigantes e tanques de guerra.
No meio disso tudo está Deryn Sharp, uma garota que se disfarça de garoto só para poder entrar na aeronáutica. Em seu primeiro dia após o alistamento, ela se oferece para treinar no Huxley, uma água-viva voadora gigante, mas devido a uma tempestade, o Huxley acaba sendo solto e navegando à deriva até ser resgatado pelo Leviathan, uma baleia voadora gigante modificada de tal maneira que possui todo um ecossistema dentro dela, o equivalente darwinista aos dirigíveis maquinistas.
Após sofrer um ataque, a Leviathan cai nos alpes suíços bem perto de onde o príncipe austro-húngaro Alek está escondido. Alek foi levado por alguns servos fiéis de seus reino após o assassinato dos seus pais (similar ao estopim que aconteceu na vida real) e ao ajudar a tripulação da Leviathan, mesmo ele sendo um maquinista, ele e seus servos acabam indo numa jornada para o Império Otomano, Rússia e até Nova York ao long de três livros muitíssimo divertidos.
Quando eu estava passeando pela Netflix e vi um anime (out of all things!) chamado “Leviathan” com uma sinopse parecida com o livro que eu tinha lido bem uns quinze anos atrás fiquei !!!!!!!!! e quando vi que realmente era uma adaptação desses livros, precisei assistir na hora, né?
São doze episódios ao todo, quatro por livro, e a história ficou beeeeem amarradinha do jeito que os livros são. É claro que eu lembrava mais do primeiro livro do que qualquer outra coisa, mas nossa, que coisa incrível revisitar essa história! Extremamente satisfatória e um anime muito bem feito. 10/10 recomendo!!!
Depois de muito tempo, finalmente Escrevi Algo™! Mas esse algo foi uma fanfic em inglês, então como só tem ela, vai ser ela mesma que vou botar um trecho pra vocês. Quem não sabe inglês sinto muito, vou refletir e retornar com uma imagem melhor da próxima vez.
Essa fanfic se chama “our road is long, your hold is strong” (sim, baseada na música do Maroon 5) e se passa no universo de Spy X Family. Se trata de uma fic geral, com um pouco sobre todos os personagens principais e o início tem um foco maior nos adultos — Yor e Loid.
Ainda não postei nada dela porque esse primeiro capítulo está sendo reescrito diversas vezes já, por mais que eu tenha um planejamento de dez capítulos, a forma como os detalhes são entregues precisa me agradar e nem tudo está encaixado. HOWEVER ☝️ as primeiras oito páginas estão do meu agrado.
Lógico que não vou colocar tudo aqui, mas espero que gostem dos primeiros parágrafos. Aviso vocês quando/se a fic for postada!

“Don't tell me your secrets, I don't wanna know. It's hard to imagine you before.
Don't tell me your secrets, just leave them behind, 'cause I can't imagine what you'll think of mine.”
Secrets — Monsta X
1. ‘cause you’ve done some things and so have I
There was something about Berlint during that time of the year that had them experiencing the four seasons in a single day. That thought crossed Twilight’s mind as he rushed with Yor to the closest marquee, seeking refuge from the storm that suddenly dropped.
Earlier that day, Loid Forger had gotten out early from work, so he’d called his wife’s workplace to tell her he’d meet her at the station. The plan was for the both of them to be home by the time their daughter Anya arrived from school. It was the beginning of her second year and they were eager to know from her how things had changed — Twilight more than anyone, considering how key to his mission that little girl was.
The rain caught them about three blocks from their apartment complex and objectively, they could run home, but neither Loid nor Yor suggested that for similar reasons: as better trained than they were and for however long they’d been married, there was just so much information they wanted to let out to the other and being able to sprint their way in record time was not one of those.
Besides, it was not a good idea to get sick. They needed to remain healthy to take care of their family. So, squeezed along with two or three people under the small marquee, the couple managed to avoid the rain as best as they could.
“What kind of surprise do you think Anya will bring this time?” Yor wondered, speaking softly since they were so close. There was a smile in the corner of her lips as she remembered the girl’s first day at school the previous year, the way she arrived with a Tonnitrus right out of the batch and how distressed her father had been.
“I don’t know if I want to imagine.” Loid replied, but he too was smiling. Despite his words, he was imagining something. “Maybe she’ll come empty-handed this time.”
“Better than another Tonnitrus.”
“Definitely!” He exclaimed looking down at Yor’s face, something that turned out to be a bit of a mistake.
Yor’s face was moist due to the rain, her hair wet and sticking to her cheeks. It was crazy for Twilight how he could be this close to her now. Of course they’d held hands before, or walked arm-in-arm to keep the appearances, but in normal days, she was very strict about skinship.
This was the first honey trap mission with no honey whatsoever, Twilight thought, still looking at her. He needed a wife for show and that was exactly what he’d gotten. Nothing else.
However, as time passed, Yor started to feel more comfortable around him. She still was very polite and respectful, but more often than not he was able to wrap his arms around her like this, protect her under his coat, watch her up close.
This proximity gave him butterflies more times than he’d like to admit.
“Is that the lipstick I gave you?” He asked when he noticed the rosy tint on her lips and immediately, Yor blushed.
“It is.” She said, fingers gently touching her lower lip. “Turns out you were right, this color does suit me. At least that’s what my work friends said.”
“There’s hardly anything that wouldn’t suit you, Yor. Or don’t you know how beautiful you are?”

