Maio foi um ano, hein amigues? Eita mês demorado de acabar! Agora, se me perguntar o que eu fiz esse mês, acho que não sei dizer. Talvez seja efeito do desemprego, não sei, mas os dias se arrastaram sem nada de mais acontecendo.

Bem, comprei um celular novo! Be, você não tinha dito que o computador estava quebrado? Bom, está e ainda estou usando o notebook da minha mãe, mas o meu A-zinho de 64GB estava pedindo arrego há mais ou menos 10 meses, ele precisava ser aposentado. Como eu fiquei temporariamente rica com a rescisão, comprei um Celular da Fancam™ à vista mesmo para não me arrepender depois.
Como uma pessoa que acabou de voltar do show do Monsta X (no momento em que escrevo essa newsletter), posso dizer com convicção que foi um ótimo investimento!

Monsta X - Acervo pessoal
Falarei do show na próxima newsletter! ☝🏼
Por hoje, vamos manter o padrão de recomendações dos lidos, assistidos, ouvidos do mês anterior porque só tem hit dessa vez.
📺 A gente tenta (2026)
Esse aqui eu me segurei para não recomendar na newsletter passada porque só tinha uns 4 episódios liberados na época, pra vocês terem uma ideia. A gente tenta foca em Hwang Dongman (Koo Kyuhwan), um roteirista e cineasta de quarenta anos que é o único de sua turma de amigos da faculdade que ainda não fez sua estreia. Apaixonado por filmes e profundamente frustrado, ele é descaradamente a pedra no sapato do grupo, o elefante no cômodo sempre que alguém lança um filme novo.
Em paralelo a ele temos Byun Eunah (Go Younjung), uma produtora novata de uma grande empresa apelidada de “Machadinha” devido à sua capacidade de analisar roteiros e apontar o que precisa de melhora. Em pouco tempo, ela acaba se tornando a preferida de muitos cineastas, o que a leva a ficar em maus lençóis com seus superiores.
A série nos coloca direto dentro de um recorte da vida desses personagens, então o que a gente entende é que os dois estão orbitando os círculos um do outro e já se conhecem quando a história começa. Vizinhos de bairro, durante uma interação na rua, eles percebem que fazem parte de um mesmo programa experimental e é nessa que Eunah pede o roteiro de Dongman para ler. A partir daí, os dois desenvolvem um relacionamento adorável mesmo com tudo ao redor desmoronando pelos mais diversos motivos.
Os episódios iniciais da série focam na frustração de Dongman que, mesmo sendo professor de roteiro e carregando o título de contador de histórias brilhante, acabou preso numa vida pequena, travado num canto do qual não consegue sair. Ele se tornou A Pessoa Difícil™ e sua fama o persegue ao ponto de, aos quarenta anos, poucos se interessam em conhecê-lo de verdade, em dar uma chance para ouvi-lo. E depois do episódio dois eu fiquei assim:

São doze episódios que poderiam ser mais, mas que deram certo. Os arcos se desenvolvem bem, a gente acaba conhecendo os personagens e gostando de cada um deles, até dos mais chatos! E embora seja uma história sobre frustração e superação, ela é carregada de humor, então você não vai passar doze episódios chorando. Ao contrário, ela mais faz rir do que chorar.
Eu só queria, de verdade, que ela tivesse um ou dois episódios a mais ao invés de espremer a conclusão num episódio final de uma hora e meia. Entendo que devam ter ficado com receio de encher linguiça, mas cabia com tranquilidade ali um pouco mais sobre o arco da sobrinha do Dongman e sobre o processo dele de filmagem do filme — já que conseguir fazer sua estreia era o principal objetivo do protagonista. Mas de maneira geral, a série é ótima, especialmente para quem ama criar arte, seja ela visual ou escrita. Uma das minhas séries preferidas do ano com certeza!
🎧 IDID — Fly!
Já é quase verão na Starship, por isso eles começaram os trabalhos com FLY! do IDID. Embora seja curta de mais, essa música é deliciosa e vem acompanhada de um lado B tão bom quanto que quase me fez querer que ela fosse a título.
Não tenho muito o que dizer sobre esse comeback além de recomendar que você dê play especialmente porque dessa vez eles me deram muita vibe de primeiros anos do GOT7 — que é uma referência que ficou na ponta da língua no debut e só agora consegui encaixar o que me lembrava. E se você gosta de GOT7, tenho certeza que vai gostar dos meus bebês.
Fora isso, eu espero que a pessoa que sugeriu o corte de cabelo do Semin seja demitida ☝🏼
📺 Brasil 70: a saga do tri (2026)
A minha série preferida do ano chegou 🗣️
Em ano de copa, estamos sendo bombardeados de recordações sobre as seleções campeãs (o que, particularmente, acho mais frustrante, porque a gente não tem seleção há um tempinho) e é claro que eu to assistindo tudo. Já mencionei o documentário do Ronaldinho Gaúcho e também assisti os do Penta e do Tetra, mas o que eu mais queria ver era essa série sobre o Tri.
O trailer de Brasil 70 passa emoção suficiente, mas não te prepara de verdade para o que você vai encontrar ao dar play no primeiro episódio: cores. Essa deve ser a série mais visualmente BELA que eu assisti em ANOS! É tudo tão vibrante e colorido que me deixou até um pouco desnorteada, eu mal conseguia acreditar que enxergava o que estava na minha tela! Minha roommate até zoou que os únicos editores de fotografia do mundo estão no Brasil, porque só isso explica.
A série é tão bonita e colorida que me lembrou filme de rolo, como Dançando na Chuva, sabe? E isso por si só é icônico. Revendo o trailer agora pra escrever a newsletter, a imagem até parece estar com menos saturação, talvez para dar um baque maior nos episódios em si mesmo.
Agora, sobre a história, bem… É o que a gente conhece: uma seleção quase desacreditada foi reestruturada para conseguir chegar à copa do México e conquistar o tricampeonato, consolidando lendas como Pelé e Zagallo. Como alguém que se importa bem pouco com futebol, no entanto, eu tinha feito poucas conexões entre nomes e fatos até assistir a série. Por exemplo, eu sabia que o Rivellino tinha jogado com o Pelé, mas não tinha me tocado que era nessa copa. Eu conhecia aquela famosa foto do Pelé comemorando o gol, mas não percebi que era o Jairzinho que estava ali com ele.
Então, além de ser uma série visualmente maravilhosa de se assistir, ela também apresentou para gerações que não estavam lá — e/ou que não acompanham futebol tanto assim — essa seleção brilhante que foi a de 70.
Meu último salve vai ser o mesmo que comentei com minha roommate quando terminei de assistir: como nossos atores são BONS, né, minha gente? E eu não to falando só de Rodrigo Santoro e Bruno Mazzeo (que falava tão IGUAL ao Zagallo que chegava a ser desconcertante!), mas todo o elenco, sério… as cenas soavam com tanta naturalidade que era muito simples embarcar na história. Nenhum deles soava como se Estivesse. Lendo. Um. Roteiro., sabe? E isso é lindo.
Cara, que série boa! Belíssima, bem executada… As cenas de futebol filmadas de um jeito brilhante, parece que você está no gramado… Estou encantada por ela e quero que todo mundo assista!
💿 I.O.I — Loop
O I.O.I está de aniversário! Acredita que já faz dez anos desde o debut do primeiro grupo de Produce??? Para comemorar, nove das onze meninas conseguiram tempo na agenda para não apenas lançar música nova como também promover juntas, fazendo a alegria dos fãs de grupos femininos!
A música título, Suddenly, tem um pouco de Taylor Swift mas de um jeito bom e uma pegada retrô que era usada com frequência na época do debut delas, mas ao mesmo tempo com um cadinho de modernidade que fez com que a faixa se tornasse o quê? Exatamente, um hit!
O álbum LOOP tem seis faixas e é delicioso de ouvir, não pulei nenhuma! IOI (Where my girls at) foi promovida junto de Suddenly e ela é tão gostosa de ouvir, daquela que você coloca quando vai limpar a casa, sabe? SPF 100+ (Summer pop fantasy) é uma faixa tropical que elas super poderiam voltar a promover lá pro meio de julho, já que o mundo claramente precisa mais de I.O.I! O sucesso desse comeback foi tanto que, por mais que elas tenham se despedido dos palcos depois de pouco mais de uma semana de apresentações, é bem provável que o grupo se reúna com mais frequência, então bora trazer essa faixa de verão pra gente, @ meu povo?
IF I é claramente uma música de filme adolescente da Disney cantado pela Demi Lovato e Then, now and forever é a Balada™ que não pode faltar e a última faixa do álbum, Goodbye with a smile, foi gravada em 2016, quando o grupo ainda estava em atividade e foi na gaveta por dez anos.
É provável que ela tenha perdido para Downpour como faixa de despedida lá atrás. Produzida pelo Jinyoung do B1A4 (que também é ator!) é interessante ouvir e comparar com as faixas anteriores puramente para ouvir o quanto as meninas evoluíram na última década, além de, é claro, sentir aquela nostalgia gostosa, aquele gostinho de 2016 quase datado que a gente gosta tanto.
Em uma nota final, minha única gongada é que elas retornaram enquanto o Woozi está no exército, então elas meio que têm que ter outro comeback pra ele poder produzir outra pedrada que nem foi Downpour. Estarei esperando!
📺 Os Supertontos (2026)
Minha última recomendação do dia é uma bem divertidinha: The WonderFOOLS, série altamente prometida pelo que pareceu anos e mais anos com a Park Eunbin e o Cha Eunwoo.
Eun Chaeni (Eunbin) é uma jovem de trinta anos com a saúde frágil que só queria duas coisas: viajar pelo mundo e viver o suficiente para ver o mundo acabar na virada do milênio. Entretanto, como seu coração pode parar de funcionar a qualquer momento, ela não tem permissão para sair da cidade, sendo uma garota meio porra louca protegida pela avó.
Cansada de ficar presa, ela decide fugir e viajar de uma vez, mas para isso precisaria de dinheiro e de que maneira ela poderia conseguir isso? Exatamente, fingindo um sequestro! Por isso, ela chama seu amigo de infância Kang Robin (Im Seongjae) e o chatonildo da cidade Son Kyunghoon (Choi Daehoon) para simular esse sequestro, mas… ela acaba morrendo de parada cardíaca.
Em paralelo, o inspetor Lee Woonjung (Nunu), que tinha sido incomodado por Kyunghoon mais cedo por causa de um lixão ilegal que fica nos arredores da cidade percebe a ligação desse lixão com uma instituição suspeita e resolve ir para lá no meio da investigar o que está acontecendo. Mas onde é que Robin e Kyunghoon decidem “esconder” o corpo de Chaeni?

Uma pequena confusão se instaura no local, a polícia é acionada e enquanto os depoimentos estão sendo colhidos… cadê a Chaeni? A bicha vivinha da silva. E é a partir daí que os personagens vão descobrindo ter poderes e tentam fazer o melhor que podem com eles, mesmo sendo um bando de bobalhões (inclusive o Woonjung, que ajuda a treiná-los!).
WonderFOOLS é uma série divertidíssima de se assistir, tem a quantidade certa de tensão e humor, deixou um ganchinho para uma sequência que não cheguei a olhar se já está confirmada ou vai ficar no limbo (considerando que o Eunwoo está no exército, pode ser que demore um pouco para isso acontecer, se acontecer). A Eunbin se consagrou por vários papéis dramáticos recentemente, mas ela tem um timing de comédia ótimo e consegue deixar qualquer personagem gostável e os secundários também roubam a cena.
Vale para você assistir quando estiver querendo pensar pouco, especialmente se você ama uma história de poderzinhos conseguidos de maneira aleatória (tipo Misfits, quem lembra?!).
Para um mês em que eu escrevi tanto, olhando para trás certamente parece que não escrevi tanto assim. Foram mais ou menos umas 15k palavras ainda tentando desvendar a história de Adriel e Rebeca da melhor maneira possível. O que vai restar dessas 15k palavras na versão final? Provavelmente pouca coisa. Mas eu preciso conhecer esses personagens melhor e essa é a maneira que consegui destravar o texto.
Dito isso, faz mais de semana que não escrevo nada direito ☝🏼🤡 Não sei muito bem para onde ir a seguir, mas logo algo surge! Esse primeiro rascunho tem que ser finalizado esse ano ainda com fé em Deus, DJ.
O trecho que estou colocando aqui, dessa vez, faz parte do mesmo capítulo da edição anterior da newsletter. Sim, é um capítulo enorme! Tudo que eu tenho escrito da parte do Adriel tem sido longo de mais, por isso mesmo digo que provavelmente muita coisa será cortada.

Finalmente, a luz da sala foi acesa e o telão começou a subir antes mesmo que o projetor fosse desligado, dessa vez sem nenhum nó no caminho e de lá do fundo da sala mesmo, a professora voltou a falar com a turma.
— O que vocês acharam do vídeo?
A pergunta levou várias pessoas a falarem ao mesmo tempo.
— Achei que a gente fosse assistir um filme.
— Eles meio que contaram o que a gente já sabe.
— É, mas foi legal.
— Eu acho que tudo bem o vídeo ser mais do mesmo porque o Turbo é muito gato.
A professora deu risada, já se encaminhando pra frente da sala.
— Ele é, né? — ela entrou na onda. — Os dois são.
— Pois é, eu prefiro o Santo.
— Professora, você conhece eles pessoalmente?
— Nossa, cara, você é burro, o irmão dele literalmente é nosso representante de turma.
— E daí? Ele nunca veio aqui desde que a gente entrou na escola.
Por mais que Adriel estivesse ouvindo toda aquela conversa, ele não esperava que os olhares fossem se voltar para ele, mas foi isso que aconteceu. Em um momento, ele estava aguardando onde a professora queria chegar com o vídeo que tinham acabado de assistir, e no outro, a curiosidade de seus colegas estava completamente focada nele.
— Que foi? — ele perguntou confuso, sentindo as bochechas esquentarem.
— Seu irmão é tão bonito ao vivo quanto pela TV? — a garota que sentava ao seu lado perguntou e ele franziu a testa. Quem respondeu, no entanto, foi outra pessoa.
— Eles são iguaizinhos. — Monica disse de lá da frente, atraindo o foco da conversa. — Tire suas conclusões.
Sua vizinha de carteira ergueu a sobrancelha e Adriel deu de ombros.
— Eu não diria “igualzinho”... — ele balbuciou envergonhado, mas sem desviar o olhar. Os Torquato não se comportavam dessa maneira. A professora tomou as rédeas de novo.
— Por que vocês acham que esse vídeo foi feito pra nossa escola?
— Pra recrutar cadetes mirins sob a desculpa de “virarmos heróis”. — um garoto respondeu. Ele sentava próximo à porta e sempre ficava de cara fechada quando o assunto era o Heroísmo, ninguém sabia muito bem porquê. Provavelmente foi ele quem comentou sobre a “polícia juvenil” mais cedo. — Papo de maluco.
— Entendo quem pensa como você, William. Muita gente acha isso mesmo e houve muito protesto quando o curso de Heroísmo foi sugerido no congresso lá no começo. Alguém sabe qual o nome que os ativistas davam para esse projeto?
Monica levantou a mão.
— Lei Soldado de Papel. — ela respondeu. — Mas não entendo muito bem a referência.
— A referência é uma canção infantil que não se canta muito mais hoje em dia, então é normal que você não entenda. Mas basicamente, faz referência ao chapéu de papel que as crianças faziam para brincar de soldado. Muita gente considerava (e ainda considera) ter escolas preparatórias para Heróis ainda na adolescência como uma forma de exploração infantil, já que se trata de um trabalho perigoso. A licença provisória de um Herói é providenciada ao final do segundo colegial e a partir daí os alunos já podem trabalhar em agências ou como ajudantes de heróis. Além do mais, os estudantes têm sido recrutados cada vez mais cedo com base no seu Talento e habilidades, o que levanta questões éticas que a gente pode abordar nas aulas de filosofia ainda esse ano, mesmo sendo matéria do nono ano.
— Ai, sim! Seria muito legal estudar e falar disso na feira da escola! — alguém sugeriu animado, recebendo bastante apoio dos colegas.
Adriel não gostava muito de falar sobre esse assunto, porque ele já tinha uma ideia muito clara do que gostaria de ser e fazer. Obviamente, ele seria ajudante do seu irmão, e eles até já tinham brincado de encontrar um nome de Herói que combinasse. Como os dois tinham o mesmo Talento, em tese, ficava mais fácil ainda encontrar algo que fizesse sentido pros dois, mas até o momento nada tinha dado aquele estalo ainda.
Para ser ajudante de Herói, era necessário também ter pelo menos curso técnico em Heroísmo. Por isso, Dri estava certo de que entraria na mesma escola que And, o BaTHaTa, que ficava até perto de casa e era de longe o melhor colégio da região metropolitana de São Paulo.
Independente de qualquer discussão ética sobre os cursos de Heroísmo para adolescentes, os irmãos Torquato tinham objetivos juntos e Dri gostaria de alcançá-los de todo o coração.
— Particularmente, — Monica disse, sua voz se sobressaindo dentre todos os alunos que resolveram falar ao mesmo tempo enquanto Adriel divagava. — Eu quero me tornar Heroína. Sinto que meu Talento pode ser muito útil e eu adoraria ajudar a sociedade com o pé no chão, sabe? Porque o negócio da minha família é meio que abstrato.
— Cosmético não é abstrato! — alguém protestou.
— Na nossa realidade, não. Mas a gente é uma parcela muito pequena da população.
— Essa é uma ótima maneira de enxergar o mundo, Monica. — a professora elogiou. — É fundamental que as pessoas que se propõem a virar Heróis tenham consciência de que estarão trabalhando em favor do outro. Se o objetivo for alimentar o próprio ego, não vai dar certo. Por isso existem muitos cursos técnicos além do de Heroísmo disponíveis para vocês.
A professora levantou-se com um punhado de folhas na mão e entregou uma pequena pilha para os alunos na primeira carteira de cada fileira de modo a distribui-los mais rapidamente enquanto ela falava.
— O Paulo e o Anderson mandaram esse vídeo pro Colégio Leah porque, por mais que vocês ainda estejam no oitavo ano, está chegando o momento de decidir que caminho vocês querem tomar como estudantes: vocês querem fazer o ensino médio comum? Ou preferem fazer um curso profissionalizante? Qual o motivo da sua escolha? Eles mostraram pra gente um pouco sobre os estudos que fizeram o sistema educacional brasileiro mudar e disseram “e agora? O que você quer fazer com essa mudança?”
Adriel olhou bem para o papel em suas mãos, meia folha A4 com perguntas com espaço muito limitado para as respostas que ele queria dar. A primeira delas: O que você quer do mundo quando for adulto?
— Por isso, vou pedir que vocês preencham esse pequeno formulário à mão mesmo, porque quando a gente usa papel e caneta, parece que nosso cérebro pensa melhor no que está sendo respondido. Façam essa atividade sabendo que não estão escrevendo em pedra e que tudo bem mudar de ideia (semana que vem, ou daqui dez anos). Respondam e me entreguem até o final do dia de amanhã e depois irei conversar com cada um em nossa reunião bimestral, ok?
Com o papel sobre a mesa, Adriel pegou sua lapiseira e apertou a borracha algumas vezes para liberar a carga, os olhos grudados na pergunta mais simples que estava bem no meio da folha com opção para três respostas.
O que você quer ser quando crescer?
Sem pensar duas vezes, ele respondeu apenas a primeira opção:
Herói.
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